brincadeiras

Brincar é bom, então chame sua turma para participar dessa brincadeira!

Vocês podem brincar de "barra-manteiga" em um quintal, uma praça ou o pátio da escola. O espaço precisa ser dividido em três partes conforme o desenho acima.

As crianças devem ser divididas em duas equipes, sendo que uma equipe fica de frente para a outra. Os participantes de cada equipe ficam um ao lado do outro e com a palma de uma das mãos virada para cima.

As equipes ficam posicionadas nos campos 1 e 3 e o campo 2 é o espaço para correr.

A brincadeira começa quando um participante vai até a equipe adversária e bate com uma mão na mão de um dos participantes da outra equipe. A criança que bateu sai correndo para a sua equipe enquanto é perseguida pelo adversário. Caso o que bateu seja pego passa a jogar na outra equipe.

Vence o time que pegar todos os adversários.



CABO DE GUERRA



Você conhece uma expressão que diz: " A união faz a força"? Com esta brincadeira você e seus amigos vão testar quem tem mais força e mais união.

Para brincar de "cabo-de-guerra", vocês precisarão de uma corda.

Primeiro, escolham um espaço e tracem uma linha no chão para dividi-lo ao meio.

As crianças devem ser separadas em dois times, sendo que cada time fica com um lado do espaço. Os participantes ficam em fila e todos seguram na corda. Posicionem a corda conforme o desenho ao lado.

Alguém de fora dos grupos dá um sinal para começar a partida. Ele será também o juiz que fiscalizará o jogo de forças.

Os participantes devem puxar a corda, até que uma das equipes ultrapasse a linha no chão.

Serão vencedores aqueles que puxarem toda a equipe adversária para o seu espaço.



CABRA CEGA

Brincadeira que consiste em vendar uma criança que passará a perseguir outros amiguinhos que participam da brincadeira, para colocá-la em seu lugar.

Essa brincadeira veio na bagagem dos portugueses e espanhóis, mas já era um jogo muito popular entre as crianças da Roma Imperial. Na Espanha e América espanhola chamam-a La Gallina Ciega (Dias Geniales o Lúdricos, Diálogo VI).

O jogo se inicia por perguntas e respostas entre uma criança e a cabra-cega: Em Portugal diz-se:

“Cabra-cega, donde vens?
De Vizela (ou de Castela)
Que trazes na cesta?
Pão e canela.
Dás-me dela?
Não, que é para mim e para minha velha.
Zigue-tanela!”

Diz a criança que está ao lado, fingindo dar um beliscão na cabra-cega.
(Augusto C. Pires de Lima, Jogos e Canções Infantis, 54, segunda edição, Porto, 1943).

No Brasil:

Cabra-Cega, de onde você veio?
im lá do moinho.
O que você trouxe?
Um saco de farinha.
Me dá um pouquinho?
Não


Em Sergipe, Clodomir Silva (Minha Terra, 8-9, Rio de Janeiro, 1926) informou:

“Cabra-cega, não me nega; Donde Vem?
Do sertão!
Trais oro, prata ou requeijão?
Trago oro.
Pois rode como besouro.”



CARNIÇA


Consiste num alinhamento de crianças, em rápido deslocamento, uma-a-uma, pulando sobre as costas dos companheiros parados, curvados, apoiando as mãos nas coxas. Pulada a última carniça, o jogador corre e pára adiante, esperando que os demais saltem sobre ele. É sempre revesado.



PASSA, PASSARÁS

Escolher dois participantes para serem “ouro” e “prata”, respectivamente. Nenhum dos outros participantes poderá saber quem é “ouro” ou “prata”.

“Ouro” e “prata” ficam diante um do outro, de mãos dadas, formando um arco – a “ponte”. Os outros jogadores marcham, passando sob a “ponte” cantando:

“Passarás, não passarás

Algum deles há de ficar,

Se não for o da frente,

Será o de trás.”

Na palavra “trás”, “ouro e prata” abaixam os braços e aprisionam o último da fila, a quem devem fazer a seguinte pergunta:

“Que prefere, ouro ou prata?” Conforme a resposta, o participante se coloca atrás de “ouro” ou de “prata”. A resposta deve ser dada em voz baixa, para que os outros do grupo não percebam quem é “ouro” e quem é “prata”. Novamente a ponte é levantada e o grupo recomeça a cantar, enquanto passa sob o arco.

Depois que todos forem aprisionados, formam duas filas, encabeçadas pó “ouro e prata”, que ficam de mãos dadas. Os demais jogadores, com os braços em torno da cintura do companheiro da frente, formam duas cadeias, inicia-se então a luta: cada grupo tenta obrigar o outro a transpor uma linha riscada entre “ouro e prata”. O grupo que conseguir é o vencedor.



PASSAR ANEL

Sentados numa roda o grupo tira a sorte para ver quem vai passar o anel. Todos devem unir as palmas das mãos e erguê-las na sua frente. Quem ganhou na sorte deve segurar o anel entre as palmas das mãos e passar as suas mãos pelas mãos dos componentes do grupo deixando o anel nas mãos de alguém que ele escolher, mas deve continuar fazendo de conta que continua passando o anel até o último do grupo.

Ao final pergunta a um dos participantes onde está o anel? Se este acertar ele será o próximo a passar o anel. Se errar, quem recebeu o anel é que passará, começando novamente a brincadeira.



BRINQUEDO DE ESCONDER

Uma criança encosta-se a um muro de olhos fechados; as demais vão dando-lhe uma palmada dizendo:

Maria Macundê

Bate no ....

E vai-te escondê.



Cada qual procura esconder-se da melhor maneira e do esconderijo grita:

-"Já!". E a Mria Macundê sai a procura de suas companheiras. À primeira encontrada ela diz:

-"Estica tica" e essa a substitui.



JOGO DO SOLDADO

- Brilha, brilha, meu soldado
Na porta do capitão...
- Como posso eu brilhar
Se ainda me falta o coração?

(Cada um dos jogadores dá uma peça do uniforme: boné, espada, etc. Aquele que não der nada apanha um bolo com a pá de farinha.)



JOGO DO FRADE

Bento, que Bento? - Frade!

Na boca do forno. - Forno!

Fazer um bolo. - Bolo.

Fazer o que seu mestre manda?

Faço, sim senhor!

Ir buscar...(qualquer coisa que se mande...). O último a chegar apanha um bolo.







JOGO DOS VELHACOS



Diz o capitão:

"Na porta do Marambela

Apareceu um gato morto.

-"Foram esses dois velhacos" - diz o primeiro jogador.

Diz o segundo: "Mentes velhaco..."

Volta o capitão a perguntar:

-"Quem foi que esfolou?"

-"Foram esses três velhacos" - diz o primeiro jogador.

Volta a perguntar o segundo jogador e assim por diante. Quando algum atrapalha, leva bolo.







JOGO DO MEDO



Pergunta-se a uma criança:

-"Teu pai foi a caça?"

Ela deve responder:

"Foi..."

Faz-se nova pergunta:

-"Teve medo?"

Ela responde: "Não".

Sopra-se, então, os olhos dela e se ela fechá-los, diz-se:

-"Teve sim!".




JOGO DO PIÃO



O que é o que é?
Para andar se bota a corda
Para andar se tira a corda
Porque com corda não anda
Sem corda não pode andar

O pião é o brinquedo mais antigo que se conhece. Plínio e Virgílio em suas obras já comentavam a popularidade do pião entre as crianças romanas, mas acredita-se que o pião já foi brinquedo praticado pelos homens pré-históricos.

Tudo indica que os portugueses divulgaram esse jogo nos primeiros tempos da colonização brasileira. A existência do pião em Portugal, em tempos passados, é confirmada por Teófilo Braga, no Cancioneiro de Resende e nas Ordenações Afonsinas, que cita, entre alguns jogos de sociedade do século XV, o pião:

É o jogo do piam
Favor se lhe de voar.
(apud Lima, 1966, p. 275)

Para brincar com o pião é só enrolar uma corda da ponta ao corpo do pião, segurando uma ponta. Depois, é só atirar o pião em direção ao chão, desenrolando o barbante de um impulso só. O brinquedo cai no chão rodopiando e assim permanece durante um bom tempo. Você pode ampará-lo com a mão, para que ele passe a girar sobre a palma ou mesmo sobre o seu dedo.